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Enxergando com o Linux!

Arquivo de janeiro de 2009

Adriane, o Knoppix acessível

Bem, aproveitando meus últimos dias de férias estou testando mais coisas e vou escrevendo mais material.

Esta semana foi lançada a distribuição Adriane, destinada em especial ao público com alguma deficiência e também aos que preferem um ambiente textual sem ícones ou animações. O autor do projeto é o alemão Klaus Knopper, o mesmo que criou o Knoppix, que foi a primeira distro da história a rodar em modo live CD e implementar uma detecção universal de hardware

Na realidade, Adriane nada mais é que o codinome do Knoppix 6.0 que continua inovando, agora com suporte falado desde o final do boot. Adriane é o nome da esposa de Klaus e também a sigla para "Audio Desktop Reference Implementation and Networking Environment" (Implementação de ambiente de trabalho falado referencial e ambiente de rede).

A idéia ao criar-se a Adriane é basicamente a mesma de outros programas e distribuições voltadas para pessoas cegas, como o LinuxSpeaks que divulguei ontem aqui e projetos brasileiros como o Dosvox, a saber: O ambiente em modo texto é o mais adequado para esse público, pois é o que mais se assemelha a uma conversa bidimencional por voz, no sentido que o usuário pergunta e o computador responde diretamente ao comando. No caso da Adriane existe também a opção de usar os programas em ambiente gráfico, comuns a outras distros.

Ontem testei rapidamente o live CD da adriane. Basicamente ele oferece um menu falado com opções para várias atividades, como e-mail, navegação web, agenda de contatos, SMS, etc. Alguns programas usados são textuais, como o ELinks para navegação na web e o Mutt para e-mails. O leitor de telas neste caso é o SBL (SuSE-Blind-Linux Screenreader), com o sintetizador ESpeak.

Existe a opção de rodar o OpenOffice com o leitor de telas Orca, o que testei e parece funcionar bem. Pode-se iniciar uma seção completa do ambiente gráfico, mas aqui ao tentar isso escutei apenas o "Welcome to Orca" (bem-vindo ao Orca) e depois ele não falou mais. Pelo que foi divulgado, a Adriane não usa o Gnome como ambiente e sim o LXDE, que é também baseado em GTK e por isso acessível.

Como de praxe, temos finalmente a opção de configurar o sistema para guardar as personalizações e documentos do usuário em um HD, oou instalar o sistema no disco.

O projeto Adriane parece-me bastante promissor como um todo, mas no nosso caso que somos brasileiros, existe por enquanto aquele mesmo problema sério de outras distros que é a falta de uma opção fácil para colocar ao menos a voz em Português. Quem gosta de experimentar sistemas novos geralmente sabem Inglês o suficiente mas isso não vale para todos, e não sei se algum leitor deste blog já acostumou à voz inglesa padrão do ESpeak, mas para mim até agora o sotaque dela não me entra nos ouvidos.

Algumas distros em Inglês oferecem opções fáceis de remasterização, ou seja, permitem recriar o mesmo CD do sistema mas com opções ao gosto do usuário, inclusive o idioma. É o caso do projeto Vinux e da GRML, sobre os quais ainda pretendo escrever. Mas aí geralmente acontecem outros "quiprocós" relacionados no meu caso à instalação do sistema no disco, de modo que não consegui cuidar disso até o momento.

O fato é que pouco a pouco as soluções tecnológicas várias vão se espraiando mundo a fora e tornando-se mais acessíveis, e nossa vida fica paulatinamente mais fácil nesse campo.

Página do projeto Adriane em Inglês:
http://knopper.net/knoppix-adriane/index-en.html

Há poucos dias descobri o projeto LinuxSpeaks, uma coleção de pequenos programas falados e scripts para o console do Linux, destinado a prover um ambiente amigável a pessoas cegas e com baixa visão.

Segundo a página do projeto, www.joekamphaus.net , a versão atual (2.28-2 alfa) inclui gerenciador de arquivos, editor de textos, navegador web, cliente de e-mail, gravador de áudio, acessórios como calendário e calculadora, terminal em linha de comando, tocador e conversor de CD e áudio em geral, etc.

O pacote pode ser instalado em qualquer distribuição Debian ou derivada ou pode-se baixar um live CD próprio, que baixei e fiz uns poucos testes, usando para isso uma máquina virtual do VirtualBox.

Não sei se por ser uma versão alfa, em meus testes não consegui colocar a voz em Português embora essa opção esteja no menu de configuração de voz. O LinuxSpeaks usa o conhecido sintetizador ESpeak como padrão, e o Festival também está incluído. De qualquer modo, seguem algumas impressões sobre o ambiente:

O CD iniciou em poucos segundos; depois recebi uma mensagem de boas vindas em Inglês e me apareceu um menu para escolher entre o leitor de telas Speakup, o terminal padrão do Linux, a própria interface do LinuxSpeaks em modo texto ou em modo gráfico (este último não consegui acessar).

A interface do LinuxSpeaks é composta por menus e sub-menus onde se pode escolher com as setas o programa a usar ou pressionar o número correspondente. Para aqueles que conhecem o Dosvox, ele segue uma idéia bastante semelhante inclusive dentro dos programas. Para configurar o e-mail, por exemplo, temos de responder diretamente a uma série de perguntas com sim ou não, no caso y/n já que a interface é em Inglês. Em meus testes não consegui enviar e-mails por problemas na rede que não sei se se devem à distro ou à minha máquina virtual.

Um recurso interessante do LinuxSpeaks é o terminal dele, semelhante ao terminal padrão do Linux onde se podem digitar comandos, mas a cada comando digitado ele exibe um pequeno "buffer" ou janelinha com o resultado do comando e podemos ler com as setas como se fôra um editor de textos; pressionando q retorna-se ao prompt.

Existe ainda a opção de instalar o sistema no HD, mas por alguma razão ele não detectou o HD virtual, talvez porque eu o tenha configurado como HD sata para ficar parecido com minha máquina real.

De modo geral, o LinuxSpeaks pode ser interessante para tarefas básicas, pela praticidade dos menus e suas opções. Mas não sei se o projeto está andando ou parado e quais rumos pretende tomar, pois as informações no site são esparças. Em todo caso fica aí o registro para conhecimento de todos.

Ubuntu -- Como livrar-se da praga do chaveiro

Uma das coisas mais chatas que acho no Ubuntu é o tal chaveiro para armazenar as senhas. Acontece que ele não funciona como deveria, pois precisamos sempre digitar a senha do chaveiro para ele liberar a outra senha que temos armazenada, uma coisa sem lógica.
Trago então uma solução bem fácil para quem desejar armazenar a senha da rede Wireless ou 3G sem precisar ficar digitando a senha do maldito chaveiro. no Menu Acessórios, entre no item Senhas e Chaves de Criptografia e após o aplicativo carregar, vá ao Menu Editar e selecione o item Preferências. Agora selecione na lista o chaveiro Login e click no botão Alterar frase secreta de desbloqueamento.
Irá abrir uma janela solicitando a senha antiga e a nova senha, então apenas digite a senha antiga e deixe a nova em branco e click no botão Alterar para concluir

Pronto, de agora em diante, o chaveiro nao vai mais ficar pedindo a senha para acessar a Wireless, 3G ou até mesmo uma conta de FTP…

Observação: Esta dica só funciona se você já tiver um chaveiro criado e as respectivas senhas já estejam armazenadas no mesmo.

Speech-dispatcher no Ubuntu 8.10

Faaaaaaaaala galera!

Bom, como digo sempre gostei mais de usar o Orca com o speech-dispatcher, pois acho a resposta do orca falando por ele mais rápida. Não havia conseguido até ontem com sucesso fazer o procedimento no Ubuntu 8.10. Agora que consegui e sei que algumas pessoas estão tendo problemas, vamos lá.

Primeiramente o ubuntu trabalha, nesta versão, com pulseaudio como sistema de som padrão e o speech-dispatcher trabalha melhor com alsa.

O primeiro passo é ir em sistema, preferências, som e trocar todas as saídas para alsa, a fim de evitar que você fique sem som em alguma parte do processo.

Instalaremos os seguintes pacotes:

sudo apt-get install alsa-oss libasound2 libasound2-dev

Agora vamos desabilitar O pulseaudio e em seguida removê-lo.

Em sistema, preferências, seções, na guia programas vamos achar o pulseaudio que lá está abilitado, desmarcar com barra de espaços e por via das dúvidas ir no botão remover e em seguida em fechar.

Isso é necessário porque se simplesmente nós removermos o pulseaudio e não desabilitarmos o carregamento dele no login, poderemos ficar sem som.

Agora vamos remover o pulseaudio

sudo apt-get remove pulseaudio
sudo apt-get remove pulseaudio-module*

Vamos também remover a entrada de carregamento do pulseaudio no x.

sudo rm /etc/X11/Xsession.d/70pulseaudio

Bom pulseaudio removido e som do micro trabalhando apenas com alsa.

Agora faremos a instalação do speech-dispatcher.

sudo apt-get install speech-dispatcher python-speechd.

Agora observaremos o arquivo:

/etc/init.d/speech-dispatcher.

Sudo gedit e caminho acima.

Prestaremos atenção na linha user. Provavelmente estará como speech-dispatcher e você deixará assim.

Então por que a observação do arquivo?

Agora você vai entender.

sudo gedit /etc/group

Tem uma linha escrita:

audio x alguma coisa:pulse. Trocaremos pulse pelo usuário que estava lá no arquivo que editamos anteriormente, no nosso caso speech-dispatcher.

Agora vamos configurar o speech-dispatcher.

spd-conf

Em system or user, escolheremos user configuration.
Em odule colocaremos espeak, em output sound colocaremos alsa, language colocaremos pt.

Aí pode acontecer duas coisas. Ele rodar e conectar de primeira, ou dar uma mensagem do tipo:

Speech-dispatcher can't connect on port 6561.

Junto com essa mensagem ele perguntará se você quer fazer um scanneamento de portas. Responda yes.

deixe o orca ir falando por mais que você perca a paciência em ouvir várias vezes connection refused.

Até que uma hora ele falará!

Speech-dispatcher runing in port x, onde X é o número da porta que ele vai conseguir. No meu caso foi a 6560.

Agora editaremos o arquivo:

sudo gedit /home/seuusuário/.speech-dispatcher/conf/speechd.conf e em port=6561 trocaremos pela porta sugerida por ele e salvaremos o arquivo.

O próximo passo agora, é habilitarmos o início do speech-dispatcher quando você fizer o login, uma vez que como você deve estar lembrado, nós fizemos user configuration e não sistem.

Sistema, preferências, seções.

Na aba programas, vamos em adicionar.

Na janela que vai abrir, em name colocaremos speech-dispatcher, no caso nome, e em comando, /usr/bin/speech-dispatcher.

Iremos em adicionar e depois em fechar.

No caso de termos alterado a porta precisaremos agora reiniciar o speech-dispatcher.

sudo /etc/init.d/speech-dispatcher restart.

Iremos, finalmente, as preferências do orca.

Na aba fala em serviços de fala, além do gnome-speech, deverá aparecer também o speech-dispatcher. alternaremos por ele, dando depois aplicar e ok.

Na lista do orca ele manda criar um orca.conf na pasta clients, mas não é extremamente necessário.

Talvez ele só dê um erro depois que você dê aplicar e com isso é bom saber quantos tabs daria dali até o Ok para não ficar perdido caso aconteça.

Mas aí é só reiniciar a máquina depois e tudo certo.

Nota:

Usei o espeak como exemplo. No entanto se você usa outro sintetizador poderá colocar em modules no lugar.

Exemplo: Se usa o voxin, pode colocar ibmtts em vez de espeak.

Bom, dá bastante trabalho, confeço.

Mas o desempenho que você terá no final, compensa.

Checkinstall corrigido

Segue abaixo uma dica do Tiago, de como corrigir o problema do checkinstall no Ubuntu 8.10.
==============

Olá pessoal,

Como o checkinstall que está no repositório do Ubuntu 8.10 apresenta
problemas, indico a quem utiliza, instalar o checkinstall do repositório
do Debian, fiz um teste rapidinho com ele e tudo indica que não está com
problema. O link para versão 1.6.1-8 é:
http://ftp.br.debian.org/debian/pool/main/c/checkinstall/checkinstall_1.6.1-8_i386.deb

Nota para quem está perguntando "o que é checkinstall?": a
partir dos fontes, após compilar, o checkinstall é utilizado como meio
fácil para criar um pacote para posterior instalação/distribuição.
Abraços,

Tiago Melo Casal

Ubuntu 9.04 suporta Ext4

A partir desta nova versão o Ubuntu vai suportar ext4, integralmente,
isto é grub, mount, instalador do ubuntu como opção.

nos testes realizados pela equipe do Ubuntu, o Ext4 se mostrou bem mais rápido que o Ext3.