Enxergando com o Linux!
29 jun 2009
Complementando a dica do colega Vilmar, quando deixamos o computador ligado por muito tempo e notamos uma certa lentidão, podemos melhorar seu desempenho esvaziando a memória Swap. Para isto, execute no Terminal os comandos:
sudo swapoff -a
O comando acima desativa o uso da memória Swap.
sudo swapon -a
Agora com este comando acima ativamos novamente a memória Swap e com isto ela estará vazia para uso novamente pelo sistema.
28 jun 2009
A memória virtual é um recurso utilizado pelos sistemas operacionais para aumentar a quantidade de memória disponível no seu computador.
Ela é usada quando a memória RAM está totalmente utilizada pelos aplicativos em execução. Quando um aplicativo precisa de uma área de memória e não existe na memória ram espaço suficiente para atender a essa demanda, o sistema salva na memória virtual partes de outros programas que ocupam a memória ram, liberando espaço para atender a demanda. As partes salvas na memória virtual voltarão para a memória ram quando necessário.
Quando se instala o linux é normalmente reservado uma partição para a memória virtual. Essa partição é conhecida como área de swap.
Existe uma regrinha que geralmente a gente não segue, pela qual deveriamos reservar um espaço equivalente ao dobro da memória ram para a memória virtual. Por essa regra, se a memória ram é de 1MB, deveriamos reservar 2MB para a memória virtual.
No linux o comando swapon -s mostra a o tamanho total da memória virtual e a quantidade utilizada.
A memória virtual também é finita, e acaba como a memória ram.
Felizmente á possível aumenta-la desde que você tenha área em disco disponível.
Pode-se aumentar o tamanho da partição atualmente utilizada para a área de swap.
Pode-se criar uma nova partição para a área de swap e o sistema passa a trabalhar com duas partições.
Pode-se ainda trabalhar com um arquivo comum, o que facilita bastante o processo. nesse caso o sistema vai utilizar a partição já existente e um arquivo comum.
Até o kernel 2.6, o uso de arquivos como área de swap não era recomendado pois existiam problemas de performance. Isso foi resolvido no kernel 2.6.
Chega de conversa fiada e vamos aos passos para extendermos a memória virtual utilizando um arquivo.
Nesse exemplo vou adicionar mais 1 giga na memória já existente.
1) Crie um arquivo com o tamanho de 1 giga utilizando o seguinte comando:
sudo dd if=/dev/zero of=/var/swapfile1 bs=1M count=1024
Atenção pois o M que vem depois do número 1 é maiusculo.
/var/swapfile1 é um nome qualquer, você pode utilizar outro nome e o arquivo pode ser colocado em qualquer diretório.
2) Informe ao sistema que o arquivo criado no passo anterior será um arquivo utilizado para swap. Para tal utilize o seguinte comando:
sudo mkswap /var/swapfile1
3) Instrua o sistema para que ele utilize o arquivo criado nos passos 1 e 2 utilizando o seguinte comando:
swapon /var/swapfile1
Se tudo correu como deveria, você acaba de adicionar mais um giga de memória na área de swap do seu sistema. Com pouco trabalho e sem precisar tirar o sistema do ar.
Para confirmar se tudo está ok, utilize o seguinte comando:
swapon -s
Falta ainda um pequeno detalhe, pois quando você fizer um reboot o que foi feito no passo 3 será perdido.
Para evitar esse transtorno, inclua no arquivo /etc/fstab a seguinte linha:
/var/swapfile1 swap swap defaults 0 0
Troque /var/swapfile1 pelo nome do arquivo que você criou no passo 1.
Bastante atenção ao editar o arquivo /etc/fstab, faça uma salva antes.
Alguns comentários:
Na minha mãquina eu não tenho partição para a área de swap, só arquivos. Quando fui instalar o 9.04 eu já tinha 4 partições criadas no hd. Instalei sem área de swap e depois adicionei um arquivo.
Você pode criar mais de 1 arquivo e misturar o uso de arquivos e partições para a área de swap.
Caso você não queira mais utilizar um arquivo ou partição como área de swap, utilize o comando swapoff da seguinte forma:
swapoff /var/swapfile1
Naturalmente você deve trocar /var/swapfiel1 pelo nome do arquivo ou partição e remover a entrada equivalente no /etc/fstab.
1 fev 2009
A GRML (pronuncia-se "grémel") é uma distro derivada do Knoppix e do Debian criada por um pequeno time alemão, destinada a administradores de sistemas e em geral a quem gosta de ferramentas textuais. Hoje a versão mais nova é a 2008.11; a página do projeto em Inglês é:
http://grml.org/
o live CD é cheio de programas de console para tudo, como vários interpretadores (shells), programas para configuração de redes, recuperação de dados e HDs, editores e processadores como o LaTeX, segurança e criptografia, etc. Tem também vários scripts para configurações básicas. No CD não tem nenhum ambiente gráfico, mas como a distro diz ser cem porcento compatível com o Debian, teoricamente pode-se instalar qualquer coisa dos repositórios.
Testei a GRML algumas vezes; segue um pouco do que apreendi dela:
A distro vem com o leitor de telas Speakup; para ativá-lo, escreva durante os trinta segundos do início do boot "grml swspeak" e pressione Enter. Quando o boot termina você ouve a mensagem "finished booting"; escreva então "swspeak" e pressione Enter. O ESpeak entra falando e já pode então usar o Speakup.
Existem outros parâmetros que eu gosto de colocar na linha de comando ao início do boot, esteja num CD de verdade ou dentro de uma máquina virtual. É o caso do "noeject" se não quiser que o sistema ejete o CD quando você encerrar; "noprompt" se não quiser que se mostre a mensagem para retirar o CD e pressionar Enter quando você encerrar o sistema.
Sugiro usar também o "noquick" para que ao terminar o boot ele não exiba automaticamente o script de configuração rápida do sistema. Se esse script for exibido você tem que pressionar q para voltar ao prompt e poder digitar "swspeak" para ativar a fala.
Existe também o parâmetro "lang=pt_BR" que deveria pôr o sistema em Português mas acho que ainda não foi traduzido pois aqui o idioma não mudou.
Juntando todos os parâmetros, a linha de comando que eu costumo digitar ao início do boot fica então assim:
grml lang=pt_BR noeject noprompt noquick swspeak
Depois de ativar a fala pode digitar "grml-quickconfig" para ver um script que apresenta opções como configurar a rede, menu de aplicações, configurar o teclado, instalar o sistema no disco, etc. No menu de aplicações, por exemplo, pode-se não apenas escolher entre várias categorias de programas como também executar comandos básicos como listar e mudar de diretórios.
Como o sistema me pareceu ótimo para as horas que se precisa fazer alguma manutenção na máquina e mesmo para conhecer melhor os programas que ele trás, tentei instalá-lo no HD com o intuito de pôr a voz em Português e remasterizar, mas eu queria usar o grub como gerenciador de boot; o instalador usa o Lilo por padrão e não me deixou mudar, não sei se pelo fato de eu ter tentado instalar numa partição lógica ao invés de primária; a documentação, ao menos, diz que essa opção de escolher o grub existe. Tem um arquivo de configuração que pode ser preparado para instalar o sistema de modo completamente automático e aí se pode escolher o grub, mas até agora não tentei fazer isso.
De qualquer modo, foi ótimo para mim em particular quando conheci essa distro um tempo atrás, pois minha máquina não se tem dado bem com as últimas versões do Ubuntu e eu ficava sem live CD para alguma emergência eventual. Fica portanto a dica para os aficionados.
11 ago 2008
Se você é novato em Linux, não deixe de ler o Guia Foca Linux
14 mai 2008
Para os utilizadores Debian / Ubuntu, eis que surgiu uma nova ferramenta que permite compilar programas de um modo muito simples, sem grande esforço, chama-se o apt-build.
Bom, para a maioria dos programas, estes podem ser instalados recorrendo ao apt-get, sem grande esforço, o que facilita muito a vida.
Mas há uma minoria dos programas que têm que ser instalados manualmente, isto é, compilando-os, como se pode ver no seguinte bloco:
./configure
make
make install
make clean
Os programas que são compilados, têm a vantagem de se adaptarem mais ao hardware e às características do seu computador … !!
Mas para muitos iniciantes, o facto de ter q compilar ou instalar manualmente, mete algum obstáculo … e principalmente quando o programa compilado depende de outros …. !!
Então para simplificar esse processo foi introduzido o apt-build … !!
O apt-build é tão intituitivo e tão facil de usar como o apt-get
O apt-build, pega no arquivo a ser compilado e analiza as dependências, faz download das dependências, compila as dependências e o programa, e limpa o lixo.
Instalação e configuração do apt-build
sudo apt-get install apt-build build-essential
Após a instalação, ele vai fazer algumas perguntas, escolha quase sempre a opção padrão.
Ele vai pedir um email para enviar mensagens ao administrador, e aí convém que seja um email válido !!
Quanto ao nível de optimização, há 3 opções:
Eu recomendo que usem o nível Médio ou mesmo o Forte … !!
Depois ele vai perguntar qual o tipo de processador, e aí o geral é i386 ou i686, mas isso depende de pc para pc.
Depois de configurado, vamos mexer umas coisas no apt-get:
Vamos editar o ficheiro /etc/apt/sources.list, e vamos adicionar a linha
# Repositório oficial do debian lenny para baixar códigos fontes.
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian lenny main contrib non-free
E por último
sudo apt-get update
Como se usa ?
sudo apt-build install «pasta do programa»
E ele faz o resto … !!
Outras opções: